Maternar

Trazer a importância da Humanização do Parto é resistir à uma cultura cesarista que não informa, não acolhe e não acredita na potência do corpo feminino. Em nenhum momento significa criticar você que precisou ou optou por fazer cesárea.

Falar sobre amamentação em livre demanda e prejuízo dos bicos artificiais é se posicionar contra uma indústria que vende ilusões e mentiras. O leite que você produz e sai das suas divinas tetas é bom, forte e feito especialmente para seu rebento. Seu bebê pode sim fazer sucção não nutritiva para se acalmar. Isso não significa que eu esteja falando contra você, mãe, que não pôde ou escolheu não amamentar.

Quando defendo a criação empática e com apego, quando trago maravilhas da cama compartilhada, o tempo dedicado a meu filho, à alimentação natural e ao criar e brincar livre, nada disso é sobre você, ou para lhe dizer o que você deveria fazer, ou para comparar quem é mais ou menos mãe (isso não existe, lembra?).

Trazer luz para esses assuntos é uma escolha social, política e profissional, pois nada disso é amplamente debatido.

Certas possibilidades de Gestar, Parir e Cuidar fazem frente à desinformação generalizada, à cultura violenta, submissa e punitivista e, principalmente, à falta de políticas públicas bem aplicadas para a saúde materno infantil.

Assuntos como esses são para que você possa fazer SUAS escolhas. E para que as mães que não têm a possibilidade de escolher um dia tenham um Estado que as defendam e as favoreçam.

Isso só é possível através de políticas públicas defendidas por uma sociedade que reconhece o valor das demandas do maternar.

Que nossas diferenças não nos separem, que os verdadeiros inimigos não nos convençam que somos rivais e que fique firmado que SEGUIMOS JUNTAS SEMPRE!

O MATERNAR de uma mãe não deve ferir o da outra ❤