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Exterogestação e Amamentação

A maioria dos mamíferos têm gestações mais longas do que humanos e por isso seus filhotes nascem mais independentes. Como na “evolução da espécie” passamos a ser bípedes e nosso corpo não comporta uma gestação mais longa, os bebês nascem com o sistema nervoso imaturo e temos pelo menos mais 3 meses de exterogestação.⠀

Essa “gestação fora do útero” é o período de amadurecimento neurológico do bebê, que está processando que aterrou neste mundão. Por isso a necessidade de muito colo, sucção e contato pele a pele. O bebê não está manipulando seus pais quando chora e quer colo e peito, ele quer apenas se sentir seguro e acolhido.⠀

Junto ao período desafiador da exterogestação, a amamentação exige paciência e resiliência, pois mãe e bebê estão se conhecendo e por isso acontece do bebê parecer um “piercing de mamilo”. ⠀

O leite materno não é apenas um aporte nutricional adaptado para o recém-nascido, mas também a mais sofisticada medicina personalizada que ele irá receber durante toda sua vida. É muita potência não? E ainda há quem diga que ele é “fraco”, “que o bebê não sai do peito pois não se sente saciado”, “que é melhor dar mamadeira ou chupeta para o bebê dormir melhor”.⠀

Contrariando todos os “palpiteiros de plantão”, os autores do livro “Amamentação – bases científicas” trazem que o leite materno contém exatamente tudo que o bebê precisa, diferente dos leites artificiais que são de difícil digestão, e é por isso que bebês que mamam fórmula geralmente dormem por mais tempo.⠀

Além disso, o leite materno é totalmente adequado às necessidades do bebê e apresenta composição química variável com o tempo, hora do dia, tempo da mamada. Mágico não?!⠀

Para passar da melhor forma por esse período use e abuse de slings, charutinhos, sons do útero, banho de ofurô. É uma fase bem cansativa, mas passa, então uma dica é seguir o mantra “Vai dar tudooooo certo” 🙌🏼❤⠀