Quanto tempo vai durar o parto?
Resposta: NÃO TEM REGRA!
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Nos livros, o trabalho de parto é mostrado como algo sempre progressivo, com tempo e dilatação “padronizados” para cada fase.
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O problema disso? Mulheres que fogem do “padrão” sofrem intervenções desnecessárias.
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Muitas mulheres nos procuraram pedindo dicas de como ter um parto rápido. Isso não existe. O importante é se preparar para viver o trabalho de parto da forma que ele acontecer.
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Por isso, como parteiras e educadoras perinatais, nós explicamos cada fase, como identificá-las e como favorecê-las, mas sempre deixamos claro que o mais importante é se entregar, desligar o cabeção racional e ouvir seu corpo.
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Todas as seguintes fases podem ou não acontecer, podem durar mais ou menos tempo, podem começar e parar. Enquanto mãe e bebê estiveram bem, não há porque intervir.
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🔸Pródromos – Período que antecede o trabalho de parto. A mulher pode sentir cólicas, contrações (as vezes dolorosas), vontade de urinar, evacuar, perda do tampão mucoso. Costuma parar com compressas ou banho quente e movimentação.
🔸Fase Latente – Contrações dolorosas, mas irregulares, curtas e bem espaçadas. Importante para a preparação do colo do útero para a dilatação. Banhos, compressas, descanso e alimentação são bem-vindos.
🔸Fase Ativa – Contrações regulares e intensas (3 contrações a cada 10min, com duração de ao menos 1min), que causam a dilatação, ou seja, NÃO TEM DILATAÇÃO FORA DO TRABALHO DE PARTO. A livre movimentação nessa fase ajuda na progressão.
🔸Período Expulsivo – O bebê entra no canal vaginal e é impulsionado pelas contrações, executando movimentos que pressionam a parede vaginal e a mulher tem vontade de fazer força (“puxos”).
🔸Dequitação da placenta – O parto só acaba após o nascimento da placenta.
